Pedro Zambarda de Araújo

Sobre Game World e as empresas apostando no Brasil

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, News) por Pedro Zambarda de Araújo em 04-04-2012

Tags : ,

Estive, na última sexta-feira (31), no Game World, o mesmo lugar onde pude testar o PSVita. Além de games para testar, como o novo Twisted Metal para PS3, Street Fighter X Tekken e outros jogos, o evento também trouxe representantes de grandes desenvolvedoras. A Microsoft, por exemplo, anunciou no evento melhorias para o sistema da Live para os brasileiros, além da massificação do Kinect com a produção dentro do Brasil.

Essa aposta em nosso país, que tenta tanto levar fábricas de videogames quanto disponibilizar serviços para os brasileiros, é uma das chaves para disseminar a criação e o consumo de jogos eletrônicos aqui, sem nova ascensão da pirataria. A Game World, sabendo do público que estava no evento, premiou vários games de desenvolvedoras grandes. A Nintendo faturou com seu Zelda Skyward Sword. Call of Duty levou vários prêmios, despertando a ira das pessoas que não curtem jogos de tiro – o que foi cômico durante o evento. Toda essa cerimônia mostrou representantes diretos dessas empresas e importantes distribuidores de games no Brasil. E o melhor: Foram os brasileiros que escolheram os jogos.

As empresas deram sua cara a bater. A Tambor, organizadora do evento, fez bem em aproximar as marcas de seu público aqui. Ainda falta muito trabalho para baratear jogos no país. A Sony ainda insiste com uma política de preços muito acima da média. A Microsoft parece mais aberta a oferecer um console mais barato, embora os games ainda sejam caros. A Nintendo fica no meio do caminho. Desenvolvedoras de PCs e plataformas móveis já conseguem atender de maneira mais próxima seus clientes brasileiros. O governo ainda não dá os incentivos necessários e nem abaixa os impostos, mas estão surgindo iniciativas de investimento em universidades. Serão necessárias mais Game Worlds, mas a de 2012 foi um passo interessante para o público.

E sempre é bom ver uma apresentação da bem-humorada jornalista Flávia Gasi e do André Forastieri, criador da Nintendo World e da revista Herói.

Pedro Zambarda de Araújo

Primeiras impressões do novo portátil da Sony, o PSVita

Categoria(s): (Games, Nerd, Review) por Pedro Zambarda de Araújo em 01-04-2012

Tags : ,

Tive a oportunidade, neste final de semana, de visitar a Game World 2012, organizada pela Tambor e voltada para mostrar alguns lançamentos e as empresas interessadas no Brasil. Entre palestras sobre a Live do Xbox 360 em terras tupiniquins e partidas de luta no Street Fighter X Tekken, eu botei as mãos no PSVita, o portátil da Sony que chegou ao nosso país neste ano.

Com o aparelho em mãos, a primeira coisa que impressiona é o peso de 260 gramas. Ele é largo, com uma tela OLED maior do que a do iPhone, e se mostra como um gadget com a potência de PlayStation 3 e um estilo muito próximo dos smartphones que são tendência no mercado de tecnologia. A espessura em quase dois centímetros também ajuda a aumentar essa sensação de leveza ao mexer no portátil.

O concorrente do 3DS tem jogos que atraem qualquer gamer hardcore, porque eu consegui testar Uncharted: Golden Abyss, Fifa e Unit 13 e ficar mais de uma hora concentrado neles, sem cansar muito. A proposta do aparelho parece ser atrair a atenção de forma mais prolongada se comparado com jogos de celular e games casuais.

Os três jogos conseguem prender qualquer um que queira uma experiência com gráficos de alta resolução. Uncharted é recheado de boas animações, além de utilizar vários elementos do cenário em que seu herói corre e pula. Unit 13, além de ser um game de tiro frenético, abusou de recursos com a tela de toque do PSVita, melhorando os comandos que só seriam possíveis nos botões do PSP, o primeiro portátil da Sony.

Por fim, Fifa me impressionou. Superficialmente, parece um jogo de futebol normal no pequeno videogame. Na prática, você pode fazer chutes mais certeiros com seus jogadores usando o touchpad traseiro do PSVita, uma superfície rugosa na parte de trás do aparelhinho. Para chutar no canto do gol, basta tocar a área que você deseja acertar e segurar alguns instantes para dar força no comando. Esses complementos transformam a jogabilidade em uma experiência mais completa, mesmo que o Vita ainda seja um aparelho com botões convencionais.

Pontos negativos do PSVita: Um botão minúsculo para o Pause, no canto direito, abaixo, além de loadings demorados para abrir os games. O touchpad, embora ajude em algumas partes de Fifa, pode atrapalhar se você segura o portátil com os dedos na traseira, e não na lateral. Mesmo com esses problemas, o menu do portátil é simples de mexer e o jogador pode aproveitar todo o potencial do aparelho por horas, imerso em jogos com a melhor qualidade gráfica do mercado atualmente.

Pedro Zambarda de Araújo

Blogs de games bacanas que estão surgindo na imprensa

Categoria(s): (Games, Nerd, Rapidinhas) por Pedro Zambarda de Araújo em 28-03-2012

Tags : ,

Curte games e não vê muitos veículos para ler sobre o assunto na imprensa brasileira? André Conti abriu um blog chamado Jogatina na Folha.com, em fevereiro deste ano. Na mesma vertente, o Estadão deu origem ao Press Start neste mês, escrito pelo jornalista João Coscelli.

Para quem aprecia mais reviews, o blog INFO Games mostra algumas resenhas dos lançamentos mais recentes do mercado, de Diablo até Street Fighter x Tekken, muitas delas escritas pelo Lucas Patrício. E para os que preferem uma opinião mais qualificada sobre o assunto, o blog de games do site TechTudo traz algumas opiniões bem embasadas sobre os jogos eletrônicos de quase todas as épocas.

Por fim, dois sites mais antigos permanecem relevantes na imprensa digital nacional: O Arena IG, que cobre desde bandas de videogames até o último lançamento de Angry Birds no iPhone, e o UOL Jogos, que faz até videoanálises.

Gostou das recomendações? Lembrou de alguma que eu esqueci? Comente.

Pedro Zambarda de Araújo

Porque eu gosto (e provavelmente vou continuar gostando) de Metal Gear Solid

Categoria(s): (Artigo, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 01-01-2012

Tags : ,


Se você abriu esse texto esperando que eu fale que o roteiro de MGS é genial, feche. Não vou falar sobre isso.

Na verdade, eu acho genial também por isso, mas por outros motivos.

Metal Gear tem longas animações. Tem um protagonista que parece o Rambo de Sylvester Stallone, entre um militar e um hippie. Mas a coisa que eu mais curto no game é a ideia de que seu personagem é um agente, geralmente do governo dos EUA, incubido de uma missão e, no meio do trajeto, descobre que seus próprios mandantes não são pessoas corretas.

Metal Gear Solid é um dos poucos jogos que eu vejo colocar o protagonista, em quase todos os episódios, em uma posição paradoxal: Cumprir o objetivo ou ir atrás dos reais vilões? Isso fica nítido quando você controla Solid Snake – ou Big Boss, seu personagem correspondente dos anos 60 – para enfrentar um gigante de metal chamado Metal Gear. O Metal Gear não é um monstro mau, como o Ganon de Zelda, mas uma arma que é utilizada para objetivos que vão contra a ética do herói. Metal Gear Solid acaba sendo, isso sim, uma história e um jogo sobre um protagonista que tem ética.

Com esse contexto, Hideo Kojima, o criador da saga, inseriu diversas “brincadeirinhas” que mostram, dentro do próprio jogo, que você é o jogador. A coisa começou com brincadeiras ao trocar a posição do controle para derrotar um chefe, ou escolher um final. Depois, o designer Kojima elevou essas questões para a grande simulação que é Metal Gear Solid 2. MGS2 é, e eu posso dizer com todas as palavras, um game sobre os videogames. Raiden não é Raiden, mas sim todos os gamers. E Snake deixa de ser o protagonista justamente para jogar na sua cara a sua condição de jogador, não de herói da trama.

Enfim. Metal Gear, pra mim, é muito mais do que animações longas, que lembram filmes de Hollywood. Também é mais do que os irmãos Snake, Big Boss e os Patriots. O jogo é uma grande metáfora para o que é o videogame. Kojima pode não ter criado Mario e nem Zelda, ícones dos jogos eletrônicos, mas criou uma trama e um método de game de espionagem que acaba contando a história e a cultura dos próprios gamers.

É um game pra gamers, literalmente.

Pedro Zambarda de Araújo

Angry Birds existem na vida real

Categoria(s): (Games, Nerd, Rapidinhas) por Pedro Zambarda de Araújo em 05-12-2011

Tags : ,

Ou, pelo menos, existem na imaginação de visitantes da MeeGo Conference 2011, que incluíram desenvolvedores da empresa Rovio, criadora do jogo de smartphones e tablets. Com madeira e bonecos de pelúcia, o pessoal imitou os estágios de Angry Birds, atirando pássaros em porcos que, supostamente, roubaram ovos.

Veja o resultado dessa maluquice no vídeo abaixo:

Pedro Zambarda de Araújo

Quatro apps de games para você baixar no iPhone/iPod Touch de graça

Categoria(s): (Games, Rapidinhas) por Pedro Zambarda de Araújo em 01-12-2011

Tags : ,

Comprei aquele smartphone ou gadget touch e ele está novinho, saindo da caixa. É Apple? Então eu tenho algumas recomendações de aplicativos de games que tem versões gratuitas, pra você começar a curtir o aparelho:

- Oven Break: O jogo é sobre um biscoito que foge de um forno. Ele tem a forma humanoide. Pode pular ou dar rasteira, enquanto corre pegando balas de goma e letras da palavra “FREEDOM”. Para as meninas que gostam de jogos fofinhos para o iPhone, é uma excelente pedida. Para os moleques que curtem Sonic, é um game divertido.

- Angry Birds: Auto-explicativo. Jogar pássaros com um estilingue para matar porcos. Um fenômeno dos smartphones que tem versões gratuitas legais pra ir se iniciando nessa febre. Para quem depositar US$ 1, o vício vai fazer parte da sua vida.

- Fruit Ninja: Auto-explicativo². Cortar frutas com os dedos. Se você não entendeu a importância desse game, veja o vídeo abaixo:

- Metal Gear Solid Touch: Esse jogo deveria ser indicado só para fãs da franquia dos consoles, mas é um game fácil para qualquer iniciante. No esquema “House of the Dead”, você controla Solid Snake atirando em mercenários e robôs gigantes.

Pedro Zambarda de Araújo

Homenagem ao porco-espinho Sonic sai dia 4 de novembro

Categoria(s): (Games, Nerd, News, Rapidinhas) por Pedro Zambarda de Araújo em 24-09-2011

Tags : , ,

Sonic Generations, uma homenagem ao porco-espinho azul da Sega, ex-rival do Mario, sairá no dia 4 de novembro para PlayStation 3 e Xbox 360. A versão do 3DS ainda não tem previsão. O jogo é uma recriação dos games antigos do personagem, que poderá ser jogado tanto pela perspectiva 3D quanto pela clássica em 2D.

Os compradores ganharão uma estatueta do Sonic e argola decorativa. O preço ainda não foi divulgado.

Via Games Brasil

Pedro Zambarda de Araújo

As maiores brigas do mundo dos games, segundo a GameFAQs

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 24-09-2011

Tags : , , ,

Ainda nesse ritmo de listas, a GameFAQs publicou outra sobre grandes confrontos no mundos dos jogos eletrônicos, no dia primeiro de agosto. As brigas envolvem desde personagens famosos desse universo até outros tipos de conflitos.

Os top 10 foram elaborados pelo leitor com cadastro BimmyandJimmy. Mostrarei em ordem crescente, porque tem uma surpresinha no final:

10. Luta pelos direitos de distribuição de Tetris
9. Donkey Kong contra Universal Studios
8. Noland Bushnell contra Ralph Baer – A conspiração de Pong
7. StarCraft: Jogadores sul-coreanos versus o resto do mundo
6. Jogadores oldschool contra nova geração
5. Qualquer batalha épica da Nintendo
4. Jack Thompson versus videogame
3. Atari contra as pessoas dos anos 80
2. Mario versus Luigi
1. Super Nintendo contra Sega Genesis (Conhecido aqui como Mega Drive)

Os itens em negrito são os mais importantes. SNES versus Mega Drive de fato foi a maior briga dos games e dos gamers. Todos queriam saber se o novo videogame da Big N conseguia barrar o recém-lançado Genesis, que ameaçava comer todo o mercado norte-americano e rachar o império da Nintendo em dois. Eram duas empresas japonesas se enfrentando pelo público americano, antes da ascensão da Sony e do surgimento da Microsoft na disputa. O Genesis levou a melhor, mas foi trucidado na geração seguinte.

Atari desafiou os anos 1980 tentando continuar um modelo de negócio nos fliperamas, enquanto os consoles domésticos caseiros engoliam o mercado. Ainda hoje, jogadores oldschool, saudosistas do Nintendinho e do Master System brigam com os jogadores vidrados em World of WarCraft e PlayStation 3, com seus gráficos cada vez mais realistas e imersivos.

Criado em 1998, StarCraft criou uma cultura de games online na Coreia do Sul, formando os melhores jogadores de estratégia do mundo naquele país. Até hoje, os sul-coreanos levam muito a sério aquele jogo.

Bushnell foi o criador do Pong, do Atari e da empresa Atari. Baer criou o Maganavox Odyssey. Os dois brigam, até hoje, pelo título de “criador do primeiro videogame”. O Odyssey de Baer veio antes, na década de 60. O Pong de Nolan Bushnell surgiu só em 1972.

Donkey Kong, criado por Shigeru Miyamoto na Nintendo, brigou por direitos autorais com o King Kong da Universal. Tetris foi outra briga forte, com várias empresas querendo distribuir um jogo de um russo da União Soviética. Quem levou a disputa foi a Big N.

Pedro Zambarda de Araújo

Os 10 jogos mais nostálgicos para pessoas com 25 anos, segundo a GameFAQs

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, Rapidinhas) por Pedro Zambarda de Araújo em 23-09-2011

Tags : , ,

Essa é para quem tem a minha idade – por volta de 22 anos: Os jogos mais nostálgicos! Confira abaixo a lista, antes dos comentários propriamente ditos.

1. Super Mario Bros. 3 (NES)
2. Super Smash Bros. (N64)

3. Guardian Heroes (SAT)
4. Final Fantasy VII (PS)
5. Sonic the Hedgehog 2 (GEN)
6. Super Mario 64 (N64)
7. Kirby’s Dream Land (GB)
8. Twisted Metal 2 (PS)
9. Donkey Kong Country (SNES)
10. Maniac Mansion: Day of the Tentacle (PC)

Super Mario Bros. 3 eu achei meio “meh” no topo da lista. Mas Super Smash Bros., de cara, é um jogo que resgata toda a nostalgia do Nintendo 64. Foi o primeiro grande jogo de luta com grandes personagens da Big N. Mario versus Pikachu. Samus Aran versus Link de Zelda. Era uma grande pancadaria entre personagens “fofinhos”, com o sistema genial de porcentagens para os danos.

Fora esse clássico, FFVII e Super Mario 64 garantem a presença de grandes jogos da primeira geração do 3D, com o PlayStation. Surpreende o Twisted Metal 2 ainda estar na cabeça dos leitores do site GameFAQs, especialmente depois de Carmaggedon e outras pérolas de corrida de destruição. Já Donkey Kong Country foi uma revolução particular no Super NES.

Pedro Zambarda de Araújo

Para lembrar: Vídeos de Cauê Moura sobre games

Categoria(s): (Games, Nerd, Rapidinhas) por Pedro Zambarda de Araújo em 26-07-2011

Tags : , ,

Para quem não conhece, o videologger Cauê Moura faz raps de comédia e outros vídeos cômicos envolvendo piadas nerds, incluindo jogos. Entre seus vídeos, um dos mais famosos é o EU SOU 1337, que já tem duas partes.

Você consegue pegar todas as referências de games nos dois materiais? Dá uma conferida, sem preconceitos. O intuito do cara é fazer o pessoal rir mesmo – especialmente aqueles quem moram em São Paulo e entendem as gírias.